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Colesterol

Colesterol

Apesar de muitas pessoas acharem que o colesterol é uma substância maléfica, na verdade ele é fundamental para o funcionamento normal do nosso corpo. O colesterol é um tipo de gordura e um componente das membranas celulares, e também participa da síntese dos hormônios esteroidais, dos ácidos biliares e da vitamina D.  Aproximadamente 70% do colesterol é produzido pelo fígado e os outros 30% são provenientes da dieta.

Embora o colesterol seja essencial à vida, quando em excesso (hipercolesterolemia), pode se depositar nas paredes das artérias dando início a um processo chamado de aterosclerose, ocorrendo de maneira proporcional à concentração dessas partículas no plasma. A evolução deste processo pode levar à obstrução das artérias e provocar um infarto do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC), entre outras complicações cardiovasculares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares (DCV) são a causa número 1 de morte em todo o mundo. Há uma estimativa de que 17,7 milhões de pessoas morreram em 2015 de DCV, representando 31% de todas as mortes globais. No Brasil, atualmente ocorrem mais de 350 mil mortes cardiovasculares a cada ano, das quais cerca de 2/3 são em decorrência de IAM e AVC.

O tratamento da hipercolesterolemia e a sua prevenção envolvem manter hábitos saudáveis, como cuidar da alimentação, praticar atividades físicas e cessar o tabagismo. Em relação à alimentação, evitar o consumo excessivo de gordura, presentes nas carnes vermelhas, pele de aves, bacon, manteiga e frituras em geral. Dar preferência para o leite e iogurte desnatados, queijo branco, ricota, cottage, peixes, aves sem pele, carnes magras e ingerir mais fibras solúveis (aveia, flocos de milho, ameixas, frutas e verduras). Nos casos em que estas medidas são insuficientes para manter o colesterol em níveis saudáveis será necessário o uso de medicamentos e estes devem ser utilizados de maneira contínua. Abandonar o uso, quando indicado, coloca o paciente em risco e aumenta a mortalidade.

O colesterol alto geralmente não causa sintomas específicos por si só, muitas pessoas podem não perceber que têm níveis elevados de colesterol até fazerem exames de sangue. No entanto, o colesterol alto pode contribuir para o desenvolvimento de condições médicas graves, como doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais, que têm sintomas específicos. Alguns desses sintomas podem incluir:

Colesterol

  1. Dor no peito: Pode ser um sintoma de angina de peito ou de um ataque cardíaco, relacionados à acumulação de colesterol nas artérias coronárias.
  2. Problemas de circulação: Pode se manifestar como dor ou cãibras nas pernas, especialmente ao caminhar ou praticar exercícios, devido à redução do fluxo sanguíneo devido ao acúmulo de colesterol nas artérias periféricas.
  3. Acidente vascular cerebral: Bloqueios nas artérias que fornecem sangue ao cérebro podem causar sintomas como fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, visão turva ou perda de equilíbrio.
  4. Xantomas: São depósitos de gordura que podem se desenvolver sob a pele ao redor dos olhos, cotovelos, joelhos e dedos das mãos. São mais comuns em pessoas com níveis muito altos de colesterol.
  5. Arcus senilis: Um anel branco-acinzentado ao redor da córnea do olho, que pode ser um sinal de níveis elevados de colesterol.

É crucial realizar exames de sangue regulares para medir os níveis de colesterol e detectar problemas antes que causem sintomas

 

Tratamento

O tratamento para colesterol alto geralmente envolve uma combinação de mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, medicamentos. Aqui estão as abordagens principais:

Mudanças no Estilo de Vida:

  1. Dieta saudável: Reduzir a ingestão de gorduras saturadas e gorduras trans. Priorizar alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais, grãos integrais e leguminosas. Limitar o consumo de alimentos processados, fast food e doces.
  2. Exercício físico regular: Praticar atividades físicas aeróbicas, como caminhada, corrida, natação ou ciclismo, pelo menos 150 minutos por semana.
  3. Perda de peso: Manter um peso saudável ou perder peso se estiver acima do peso, pois o excesso de peso pode aumentar os níveis de colesterol.
  4. Parar de fumar: O tabagismo diminui o colesterol HDL (bom) e aumenta o risco de doenças cardíacas.
  5. Limitar o consumo de álcool: O consumo excessivo de álcool pode aumentar os níveis de triglicerídeos e contribuir para o ganho de peso.

 

Consulte um médico para uma avaliação completa e um plano de tratamento personalizado, especialmente se você tiver histórico familiar de doenças cardíacas ou fatores de risco significativos.

 

Entre em contato e solicite um agendamento de consulta.

 

Por: Dra. Caroline Walger da Fonseca (CRM/PR 28200)
Médica endocrinologista na InCórpore Centro Médico