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Câncer de Colo de Útero tem altas chances de cura se tratado no início

O combate ao câncer de colo de útero tem mobilizado grande parte da comunidade médica em torno da importância da prevenção e diagnóstico precoce.

 

De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), cerca de 500 mil novos casos ocorrem todo ano no mundo, sendo aproximadamente 17 mil apenas no Brasil. Somente em 2019, 6.596 mulheres foram vítimas dessa doença que ocupa o terceiro tipo de tumor maligno mais frequente na população feminina brasileira.

 

Neste artigo você vai conhecer as causas do câncer de colo de útero, bem como os principais sintomas e tratamentos.

O que é o câncer de colo de útero? 

Também chamado de câncer cervical, a doença ocorre em função do crescimento e multiplicação desordenados das células que revestem o orifício do colo uterino, estrutura que conecta o útero à vagina.  

 

Esse tipo de câncer é classificado, de acordo com seu grau de disseminação, em estágios de 1 a 4. O foco do cuidado médico é o diagnóstico precoce, ainda em um estágio pré-maligno ou no estágio 1.

Principais sintomas 

Habitualmente, o câncer de colo de útero não manifesta sintomas. Porém, é possível serem observados com alguma frequência:

  • Sangramento vaginal, principalmente após relações sexuais, entre menstruações ou depois da menopausa;
  • Corrimento vaginal de cor escura e odor forte.

Quando a doença está mais avançada, os sintomas principais são:

  • Dor abdominal e na região lombar;
  • Hemorragias;
  • Massa palpável no colo de útero;
  • Obstrução das vias urinárias e intestinais;
  • Perda de peso.

Causas da doença

A causa principal desta enfermidade são alguns tipos do vírus HPV (Papilomavírus humano), transmitidos por via sexual. Geralmente, após a infecção inicial, este vírus é eliminado pelo sistema de defesa do nosso organismo.

 

Porém, em alguns pacientes, destacando-se os com alterações imunitárias, a infecção não é eliminada e torna-se persistente. Esse fato é pré-requisito para o desenvolvimento da doença.

 

As chances de uma pessoa estar infectada pelo HPV aumentam quando há histórico pessoal de hábitos e características associadas a esta infecção, como por exemplo:

 

  • Não uso de preservativo nas relações sexuais;
  • Múltiplos parceiros sexuais ou um parceiro masculino com vários parceiros sexuais;
  • Tabagismo;
  • Uso de pílulas anticoncepcionais orais sem acompanhamento médico;
  • Início precoce de atividade sexual;
  • Imunidade baixa;
  • Más condições de higiene.

Prevenção e Diagnóstico precoce

As principais recomendações para a prevenção são a vacinação e o exame de Papanicolau.

 

A vacina está disponível nas unidades básicas de saúde do SUS para meninas a partir dos 9 anos e meninos a partir dos 11. No sistema público, ambos podem ser vacinados até os 14 anos. 

 

Para pessoas portadoras de imunodeficiências, a vacinação está disponível para homens até os 26 anos e mulheres até os 45 anos, sendo realizada neste caso no CRIE – Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais, instituição também ligada ao SUS.

 

Aos que desejam, a vacina também é oferecida em clínicas privadas de imunização para homens até os 26 anos e mulheres até 45 anos, independente do estado imunitário.

 

É importante destacar a importância da vacinação dos pré-adolescentes, tendo em vista esta medida ser mais eficaz antes do início da vida sexual.

 

Outra medida preventiva importante é a realização do exame de Papanicolau para mulheres a partir dos 25 anos que já iniciaram a vida sexual, a princípio, de maneira trienal, podendo ser indicada rotina diferente conforme os resultados do exame.

 

Com relação aos hábitos, assim como a boa higiene, o uso de camisinha nas relações sexuais impede a transmissão de outros vírus, não apenas o HPV.

 

O câncer de colo de útero tem altas taxas de cura quando detectado precocemente. Em fase pré-cancerígena não invasiva ou em estágio 1, as chances de cura são altas e superiores a 90%. A doença ainda é passível de cura em quadros mais avançados, porém o tratamento passa a ser mais complexo.

 

Dessa forma, consultar regularmente o ginecologista e realizar o exame preventivo (Papanicolau) nas épocas adequadas ajuda a detectar lesões ainda nas fases iniciais.

Quais os tratamentos?

O câncer do colo do útero pode ser tratado com cirurgia, radioterapia, quimioterapia e outros tratamentos, sendo os mais comuns a cirurgia e a radioterapia. Pacientes com a doença no estágio inicial podem ter disponíveis opções de tratamentos que não prejudicam a fertilidade.

 

O tipo de procedimento cirúrgico indicado é dependente do estágio da doença, podendo variar desde cirurgias minimamente invasivas a cirurgias que envolvem a retirada completa do útero.

 

Em estágios mais avançados, quando as lesões estão maiores, normalmente o tratamento inicial cirúrgico isolado é insuficiente e têm-se preferência pela radioterapia, com ou sem quimioterapia associada.

Conte conosco

O receio do câncer de colo de útero pode causar ansiedade e preocupação. Felizmente a doença é prevenível e, quando presente, tratável. O acompanhamento médico regular é a melhor maneira de manter-se saudável.

Aqui na InCórpore Centro Médico você encontra uma equipe de ginecologia e oncologia que prestam atendimento humanizado em cada conversa. Agende sua consulta clicando aqui e solicite seu cartão MedInCórpore para facilitar a manutenção da sua saúde.