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Estudo realizado pela OMS apontou que os brasileiros se exercitam menos do que precisam.

Apesar de o estilo de vida saudável estar em alta, alavancado pelo fenômeno das dietas low-carb, das musas fitness e das academias mais acessíveis, um estudo conduzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou um dado problemático: um em cada dez brasileiros não se exercita da forma que deveria. As consequências dessa ociosidade são graves, como o desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, colesterol elevado, sobrepeso e problemas no fígado e nos sistemas muscular e ósseo.

A conclusão do estudo foi alarmante: por meio de dados obtidos ao longo de 15 anos, determinou-se que 53,3% das mulheres e 40,4% dos homens são sedentários, ou seja, não praticam nem duas horas e meia de esforço físico moderado ou 75 minutos de atividade intensa por semana. Segundo o Dr. Alexandre Rouge, coordenador da Cardiologia do Hospital São Lucas Copacabana, essa realidade prejudica, principalmente, o funcionamento do coração.

“O sedentarismo, acompanhado ou não pela obesidade, aumenta as chances de o paciente acumular gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, o que pode causar hipertensão arterial sistêmica, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana (DAC) ou até mesmo influenciar na morte súbita”, afirma o especialista. Exercitar-se não é apenas uma questão de estilo de vida, e sim de saúde.

A angina e o infarto agudo do miocárdio, condições em que o fluxo de sangue para o músculo cardíaco está comprometido de forma total ou parcial, são exemplos de doenças que atingem o coração, podendo ser fatais caso não sejam identificadas de forma precoce e tratadas adequadamente. Para o médico, a melhor forma de evitar que o coração seja prejudicado é apostar na prevenção.

“Além de priorizar uma dieta com alimentos saudáveis, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar, a população deve investir em atividades físicas, escolhendo aquela que lhe traga mais prazer e seja indicada a seu perfil, mantendo-se, assim, ativa. Praticar um esporte favorito duas ou três vezes na semana ou caminhar ao menos 20 minutos por dia, por exemplo, já diminuem as chances de desenvolver doenças cardiovasculares”, explica o especialista.

Fonte: Dr. Alexandre Rouge, coordenador da Cardiologia do Hospital São Lucas Copacabana Originalmente publicado em Hospital São Lucas Copacabana