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Ganhos do exercício vão além do físico e melhoram aprendizagem e memória

Você sabia que o exercício não só garante benefícios para seu corpo, como também pode melhor bastante sua capacidade intelectual? Pois é! Segundo um estudo realizado pelo Centro de Neurologia da Aprendizagem e da Memória, o cérebro fica 20% mais rápido para aprender novas palavras depois de um treinamento moderado. Além disso, após a atividade física há um aumento de mitocôndrias cerebrais, que proporcionam energia para o órgão. Uma outra pesquisa, realizada com pessoas e animais, mostrou que o exercício também turbina a memória. Para obter essas melhoras imediatas, saiba que tanto o momento do exercício quanto a intensidade importam.

Em um trabalho científico publicado na revista PLoS One, 81 mulheres jovens e saudáveis foram divididas aleatoriamente em três grupos. Cada turma escutou por 30 minutos uma lista de palavras para memorizar e também palavras em outra língua para aprender. O primeiro grupo ouviu as palavras depois de se sentar em uma sala silenciosa por 30 minutos. O segundo grupo andou de bicicleta ergométrica em ritmo suave durante 30 minutos e, depois da atividade, colocou os fones. E o terceiro grupo ouviu as palavras enquanto se exercitava na bike. Resultado: o grupo que escutou a lista enquanto se exercitava foi o que conseguiu aprender e memorizar mais palavras.

Esse estudo contrasta com outro de formação da memória e exercício feito pelo American College of Sports Medicine. A pesquisa foi realizada com 11 mulheres que leram um capítulo extenso de um livro de faculdade em duas ocasiões: após 30 minutos sentadas em silêncio e, em outro dia, enquanto se exercitavam vigorosamente em um equipamento elíptico, pelo mesmo tempo. Nas duas situações, as alunas foram testadas imediatamente após ler o material e também no dia seguinte. Os resultados mostraram que a atividade física em alta intensidade não contribui para a melhora da memória das mulheres imediatamente. Após o exercício, suas notas foram mais baixas em comparação com a pontuação obtida no teste feito após o tempo em silêncio. Porém, quando as mulheres foram reavaliadas no dia seguinte após as duas situações, os resultados foram superpositivos e não houve diferença significativa no teste. O que podemos concluir é que o exercício é sempre eficaz para o aprendizado e a formação de memória. No entanto, a atividade física em alta intensidade interfere no raciocínio por um tempo. Isso ocorre pois treinos mais fortes estimulam o corpo e cérebro em excesso, recrutando recursos de atenção.

Então, se no dia você tem uma prova ou uma atividade que requer memorização e informação (uma palestra, por exemplo), é uma boa ideia fazer um exercício leve antes de estudar (ou até ler durante o treino). Agora, se a atividade intelectual for no dia seguinte, qualquer atividade vai ajudar. Outra curiosidade superlegal é que quando estudamos e dormimos o cérebro tem um “defrag”, recuperando, durante o sono, todas as informações recentes que captou. Isso é ótimo para quem quer gravar mais ainda as informações.

Fonte: Viva Bem (UOL), por Paola Machado