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O que é epilepsia?

Você já ouviu falar sobre ou conhece alguém que tem epilepsia? Apesar de ser uma doença comum, ainda há muitas pessoas que não sabem exatamente o que é epilepsia, como proceder ao ver alguém tendo uma crise epiléptica e, algumas vezes, têm preconceito.

Isso acontece, porque até hoje a epilepsia carrega uma série de estigmas sociais e psicológicos que fazem com que os portadores dessa condição não declarem o diagnóstico aos familiares, amigos e colegas de trabalho.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 50 milhões de pessoas no mundo têm epilepsia, posicionando essa condição como uma das doenças neurológicas mais comuns do planeta.

Mas o que é epilepsia? 

A Liga Brasileira de Epilepsia define a doença como “uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos”.

Ou seja, por um certo tempo, ocorre um mau funcionamento do cérebro, consequência da  emissão de sinais, descargas ou impulsos elétricos incorretos emitidos pelos neurônios.

Podemos ilustrar esse quadro como quando um gerador de energia elétrica entra em curto pelo excesso de carga que recebe e para de funcionar. No caso do nosso cérebro, ele não desliga permanentemente.

Na epilepsia, esse curto é a convulsão com poucos minutos de duração e após a sua ocorrência, o cérebro reinicia suas funções de forma natural. É comum que a pessoa que teve convulsão apresente uma pequena confusão mental, fale devagar e se queixe de dores no corpo.

Embora as convulsões sejam o tipo mais comum de crises epiléticas, podem acontecer também as chamadas crises de ausência em que a pessoa “desliga” por alguns momentos.

Essas crises, muitas vezes não são percebidas por familiares e amigos, pois se manifestam de forma sutil, com alteração discreta de comportamento, olhar fixo ou realizando movimentos automáticos.

Sintomas

Os sintomas dessa condição médica são relacionados ao tipo de epilepsia que o paciente possui, sendo eles:

– Ataque epilético: caracterizado por crises convulsivas que apresentam espasmos e contrações musculares em todo o corpo, salivação excessiva e respiração ofegante.

– Crise de ausência: nesse tipo de crise, a pessoa fica com o olhar fixo e não se comunica com as pessoas ao seu redor.

– Crises parciais simples: caracterizado por distorções da percepção de si mesmo, perda temporária  da habilidade de controlar ou ter consciência de seus movimentos.

– Crise parcial complexa: tipo de epilepsia que envolve a perda da consciência.

Diagnóstico

Para dar o diagnóstico de epilepsia, o neurologista faz uma avaliação do histórico do paciente, os tipos de crises que apresenta, idade quando surgiram os primeiros sintomas, histórico familiar, etc.

Quando é avaliado o tipo de crise que o paciente apresenta, a fala de pessoas que convivem e estavam presentes no momento das crises é fundamental.

O especialista solicita também alguns exames complementares como o eletroencefalograma, a tomografia de crânio e a ressonância magnética do cérebro para chegar a um diagnóstico mais preciso.

Causas

Muitas vezes as causas da epilepsia são desconhecidas, mas podem ser consequência de ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não, traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas.

Tratamento 

A epilepsia pode ser tratada com o uso de medicações específicas chamadas fármacos antiepilépticos. Atualmente, há mais de 20 substâncias disponíveis para tratar as crises epiléticas, mas nem todas são comercializadas no Brasil.

Cerca de dois terços dos pacientes têm suas crises controladas quando fazem o tratamento clínico (uso de medicamentos). Porém, há um número significativo, cerca de um terço, de pacientes que continuam tendo crises apesar de estarem realizando o tratamento clínico.

Nesses casos, há outras opções de tratamento como o uso da dieta cetogênica (semelhante à dieta Atkins), indicada principalmente para crianças, e o tratamento cirúrgico.

Para os pacientes com epilepsia de difícil controle também pode ser considerado o tratamento chamado neuromodulação, com a estimulação do cérebro ou de nervos periféricos.

Recentemente, o canabidiol (um dos compostos da folha da maconha) ganhou destaque nas revistas científicas e passou a ser utilizado no tratamento da epilepsia, apresentando bons resultados.

É extremamente importante ressaltar que o canabidiol não causa qualquer efeito psicoativo, o que torna o seu uso seguro em adultos e crianças.

A maioria das pessoas diagnosticadas com epilepsia tem suas crises controladas com os medicamentos antiepiléticos e pode levar uma vida normal, com pouca ou nenhuma limitação.

O reconhecimento das crises e o diagnóstico precoce e correto possibilitam que seja iniciado o tratamento de forma assertiva, que o paciente possa retomar suas atividades e manter uma boa qualidade de vida.

Mitos sobre a epilepsia

Como falamos no início deste artigo, a epilepsia é uma doença cercada de crenças e mitos que, muitas vezes, resultam em preconceito e fazem com que o paciente não conte para outras pessoas sobre a sua condição.

Por isso, vamos esclarecer alguns pontos importantes.

Mito 1 – A epilepsia é uma doença contagiosa

Não, a epilepsia não é contagiosa. Ou seja, nenhum tipo de contato com uma pessoa que tem epilepsia transmite a doença.

Mito 2 – Durante uma crise convulsiva, deve-se segurar os braços e a língua da pessoa 

A forma mais correta de agir ao presenciar uma crise é colocar o paciente deitado com a cabeça de lado, para que possíveis secreções como a saliva possam escorrer e, assim, evitar a aspiração e engasgo.

Vire o paciente de lado, apoie a cabeça em uma superfície confortável e macia (travesseiros, almofadas, roupas) deixe que a saliva escorra e aguarde calmamente que a crise acabe.

Mito 3 – Durante uma crise devemos impedir que o paciente engula sua própria língua

Não. Isso é muito perigoso. Em hipótese alguma coloque os dedos dentro da boca do paciente, pois há risco de lesões graves nos dedos. Não introduza objetos rígidos pelo risco de lesões dentárias e gengivais graves. Não dê nenhum tipo de bebida, alimento ou medicação para não causar engasgo e afogamento.

Mito 4 – Epilepsia é uma doença mental 

A epilepsia não é uma doença mental, mas sim neurológica.

Mito 5 – Os pacientes com epilepsia não podem dirigir 

Segundo a Associação Brasileira de Educação de Trânsito, o paciente com epilepsia que estiver fazendo uso de medicação antiepiléptica pode dirigir, se estiver há um ano sem crise epiléptica, comprovado com laudo médico.

Se o paciente estiver em processo de retirada da medicação antiepiléptica, ele poderá dirigir, desde que não tenham ocorrido crises por no mínimo dois anos e assim permanecer por mais seis meses, sem medicação ou crise. Já a direção de motocicletas é proibida.

Neurologia na InCórpore Centro Médico

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