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Quando um paciente de câncer é considerado curado?

 

Receber a notícia de que foi diagnosticado com algum tipo de câncer, com certeza não é algo fácil e uma das perguntas que vem à cabeça é: em quanto tempo vou estar curado? Responder a essa dúvida é tão difícil quanto comunicar o paciente sobre a sua condição, pois não há um tempo exato de tratamento, depende do tipo de câncer e da forma como o organismo reage. 

 

Por muito tempo, a única forma de tratar o câncer era com procedimentos cirúrgicos, nos quais os médicos removiam não só o tumor, mas também uma grande parte de tecido saudável que se localizava em torno dele, visando diminuir as chances de recidiva. 

 

Com o avanço da tecnologia, a medicina pôde oferecer tratamentos mais modernos e individualizados, podendo atualmente prevenir não só a recaída no sítio de nascimento do tumor, mas também em outros sítios do organismo, as chamadas metástases.  Com o conhecimento sobre mecanismos chave de como o câncer se replica no organismo, foi possível trazer novas perspectivas para os pacientes. 

 

O oncologista da InCórpore Centro Médico, Dr. Luís Guilherme Olbertz, comenta que com os métodos de rastreio e tratamentos disponíveis atualmente, os pacientes têm melhores perspectivas com resultados, na maioria dos casos havendo possibilidade de cura, se não, de controle satisfatório da doença.

Isso possibilita uma vida normal, tornando o câncer nestes casos uma doença crônica passível de controle e enfatiza que o diagnóstico precoce é a principal arma para médicos e pacientes: “Se o câncer é descoberto no estágio inicial, as possibilidades de cura ultrapassam  80% a 90%, nos mais variados tipos de tumores”.  

 

Assim, os casos em estágios mais avançados tendem a ter menos chances de erradicação completa da doença, o que não significa que o paciente não poderá levar uma vida normal por causa dela. 

 

Quanto tempo dura o tratamento ou quando recebo alta?

 

Como já dissemos anteriormente, a duração de um tratamento de câncer varia de acordo com o estágio em que foi diagnosticado, o tipo de tumor, os métodos adotados e o comportamento do organismo do paciente. 

 

“Como os tumores são diferentes uns dos outros e se comportam de maneiras distintas em cada paciente, não há como determinar a duração do tratamento e nem em quanto tempo teremos um resultado positivo”, explica o Dr. Luís Guilherme Olbertz. 

 

A alta do tratamento é outro fator que requer compreensão do paciente, pois há alguns casos em que o oncologista opta pelo seguimento de longo prazo, por variáveis como genética, estilo de vida e tipo de tumor, visando inclusive a prevenção de novos tumores.  

 

“Metástases com pequenas quantidades de células são mais difíceis de se detectar. Pela possibilidade de células cancerosas permanecerem microscopicamente latentes por muitos anos, a depender do tipo de tumor, como em casos de melanoma e alguns cânceres da mama, é muito importante manter o acompanhamento com o oncologista, mesmo depois de receber alta”, diz o especialista. 

 

5 anos sem câncer significa que estou curado?

 

Para responder essa pergunta, é preciso entender a razão de se considerar a possibilidade de cura após 5 anos.

 

Na maior parte dos tumores completamente eliminados de maneira macroscópica, sabemos que as recidivas por células microscópicas acontecem, predominantemente, nos primeiros 2 anos, reduzindo esta chance nos 3 anos subsequentes, sendo raras após 5 anos do término do tratamento e correspondendo a menos que 5 a 10% das recaídas. 

 

Esta é a razão pela qual, em muitos casos, podemos com grande segurança falar em “cura”, após 5 anos. 

 

Porém, há casos em que uma proporção maior que 5 a 10% das recaídas são vistas após 5 anos. Nestes casos, o acompanhamento de longo prazo com o oncologista, por vezes para toda a vida, é recomendado.

 

“Podemos usar como exemplo um dos principais tipos de câncer: o de mama. Os estudos apontam que, no subtipo luminal, o mais comum e que normalmente afeta mulheres na pós menopausa, pode haver recidivas depois de mais de 5 a 10 anos após o tratamento inicial”, esclarece o oncologista. 

 

Normalmente, as chamadas recaídas tardias correspondem a tumores indolentes (de crescimento muito lento) que, se tratados adequadamente, têm pouquíssimas chances de ameaçar a vida do paciente. As recaídas que mais preocupam são as precoces, pois tendem a ocorrer em tumores mais agressivos.

 

Ou seja, após a eliminação macroscópica da doença, o paciente é acompanhado de perto por 2 anos, realizando  visitas e/ou exames a cada 3 a 4 meses. Depois desse período, o intervalo para avaliações aumenta até que o acompanhamento se torne anual. 

 

Quando não há a possibilidade de eliminação da doença, o acompanhamento com o oncologista se torna regular, com o objetivo de controlá-la para que o paciente possa viver bem, sem sintomas, como eventualmente pode conviver com outras doenças, como o diabetes e a pressão alta. 

 

Se, em 5 anos, ou mais, permanecer em remissão (sintomas reduzidos ou ausente) pode, para a maioria dos tumores, com grande segurança, considerar-se curado. 

 

“O que podemos tentar estimar, com base nas características do tumor, é a probabilidade de recidivas ao longo dos anos”, comenta Dr. Luís Guilherme, Oncologista Clínico na InCórpore

 

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