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A unha encravada, ou onicocriptose, é uma inflamação causada pelo crescimento de parte da unha em direção à pele, provocando lesão da mesma. Costuma surgir no primeiro dedo, o conhecido dedão do pé. Pode ocorrer em qualquer faixa etária e em ambos os sexos, mas é muito mais frequente dos 10 aos 30 anos, e em homens. Isso porque eles são mais propensos a praticar esportes, como corrida e futebol. Atividades que causam trauma nas unhas dos pés e podem contribuir para o surgimento do problema.

A forma correta de cortar as unhas é o corte reto, sem arredondar os cantos, mas muitas pessoas fazem justamente o contrário. Além disso, outros fatores, como anormalidades na forma da unha podem favorecer o encravamento. O excesso de suor nos pés deixa o ambiente ainda mais úmido e pode machucar a pele ao redor das unhas, contribuindo para o surgimento do problema. Sapatos apertados e meias sintéticas também ajudam no aparecimento do quadro.

O tratamento da unha encravada pode ser feito sem cirurgia, caso o quadro seja muito inicial. Nos casos mais simples, a aplicação de órteses ou chumaços de algodão para separar a espícula de unha da pele ao redor, podem resolver o problema. Em outros casos, pode ser indicado o uso de banhos de imersão do pé envolvido em soluções contendo antissépticos e agentes secativos, como o permanganato de potássio. Água quente e sal também podem ajudar a reduzir a inflamação.

O granuloma piogênico é uma complicação da unha encravada e é popularmente conhecido como “carne esponjosa”. Além de provocar dor, essa lesão sangra facilmente. Esse tipo de problema deve ser tratado pelo dermatologista no consultório, com aplicações de ácidos fortes na lesão ou crioterapia, e antibioticoterapia tópica domiciliar. Caso isso não resolva o quadro, é indicada a cirurgia.

A extração completa da unha deve ser evitada, pois ela, certamente, encravará de novo quando crescer. O tratamento cirúrgico visa desobstruir a passagem da unha, retirando até sua matriz e o canto que encrava, que poderá, então, crescer livremente. Há diversas técnicas, utilizando o fenol ou não, com ou sem pontos para fechar o defeito criado. Cada caso deve ser estudado em particular para que seja indicada a melhor opção de cirurgia. Quando a intervenção é bem indicada e realizada nas condições ideais, as taxas de recidiva são baixas, desde que o paciente evite os hábitos que o levaram a desenvolver o problema.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia